Marinha do Brasil promove Regata em Natal em comemoração à Batalha do Riachuelo

O comandante da Capitania dos Portos, Marcio Seiner fez um histórico da Batalha Naval do Riachuelo neste domingo (11) antes de içar as bandeiras
No dia 11 de junho de 1865, quando o Brasil foi levado a participar da Guerra da Tríplice Aliança, navios da Marinha, comandados pelo Almirante Barroso, operavam num ambiente inóspito do continente, subindo os rios e enfrentando as baterias instaladas nas margens e nos navios que rebocavam chatas com canhões de grosso calibre.
Assim foi travada a Batalha Naval do Riachuelo, nas águas do rio Paraná, próximo à confluência do pequeno afluente (Riachuelo). No decorrer da luta, no navio capitânia de Barroso, a Fragata Amazonas, foram içados numerosos sinais, transmitindo ordens aos demais comandantes brasileiros. Dois deles foram especialmente célebres: “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever” e “Sustentar o fogo que a vitória é nossa”.
Desde então, a Marinha do Brasil comemora a vitória na Batalha do Riachuelo içando nos mastros de todos os navios e organizações de terra os históricos sinais utilizados pelo Chefe Naval durante o confronto.
A liderança, disciplina, responsabilidade e determinação, tão bem exemplificada nos feitos do Almirante Barroso e de seus Comandados, são atributos que jovens, desde cedo, adquirem quando da prática de esportes náuticos, além de despertar o amor e a real importância do mar para país.
No contexto dos esportes náuticos, a vela, no Rio Grande do Norte, desembarcou em 06 de janeiro de 1952, quando um grupo de esportistas decidiu dar forma e vida a este esporte na terra potiguar, fundando a Flotilha de Snipes. A Base Aérea de Parnamirim apoiou a ideia cooperando com a parte técnica de organização de regatas e cedendo o local para instalação: dois amplos galpões, à margem direita do Rio Potengi, na praia da Rampa. Em 1953 tiveram início as primeiras regatas.
Em todos seus mais de 50 anos de história, o Iate sempre recebeu o apoio da sociedade natalense, do governo estadual e municipal e da imprensa do Estado. Vale destacar, também, o apoio dos órgãos militares – Marinha, Exército e Aeronáutica – traduzido de várias formas. Um dos exemplos de abnegação e de amor à vela e ao mar, revelados pelo Iate Clube do Natal, é o de Miguel do Espírito Santo: pescador, companheiro dos primeiros tempos, construtor de barcos, professor de vela, medidor e Capitão de Flotilha, Miguel disputava todas as regatas em barcos Snipe por ele construídos.

Partindo desse pressuposto, Iate Clube do Natal, em parceria com a Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte, realiza anualmente uma Regata alusiva a Batalha Naval do Riachuelo, com competições náuticas, com o intuito de mantermos viva a lembrança dos exemplos de força e superação deste importante feito para o Brasil, e ainda de despertarmos o interesse no público em geral e, principalmente, nos jovens, a atração pelos esportes náuticos, a construção de uma mentalidade marítima e, o consequente, amor pelo mar.

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