TURISMO DE UM DIA: EMBU DAS ARTES – CIDADE COLONIAL PERTINHO DE SÃO PAULO

Todo fim de semana é festa na Estância Turística de Embu das Artes, assim chamada pela enorme quantidade de artesões e ateliês na cidade. Vizinha de São Paulo, pode ser acessada pela Rodovia Régis Bittencour (BR-116), a partir da Marginal Pinheiros em São Paulo, pela Rodovia Raposo Tavares, pelo Rodoanel ou pela Avenida Francisco Morato, em Taboão da Serra.

Para o nosso passeio de um dia, escolhemos a saída pelo bairro de Santo Amaro, Av. João Dias e depois pela Estrada de Itapecerica da Serra, município vizinho ao Embu.O trânsito nessa região é intenso. Nos fins de semana, no entanto, dá para andar melhor e o odômetro do Ford New Fiesta Hatch, usado nesta pequena viagem, registrou o acumulado de 31 quilômetros de percurso.

A parte final da rodovia é o acesso, através de uma boa serra, ao município de Itapecerica da Serra. A subida começa no km 16 da rodovia e termina no alto da serra, Praça Belchior Pontes onde deve-se virar a direita pela Av. Felippe Callieire. Logo adiante vire a direita, Av. XV de Novembro e, na sequência, Av. Salvador Leone que nos leva até a entrada da BR 116. Depois, é seguir pela Regis Bittencourt em direção a São Paulo e procurar pelas placas de retorno e achar, no km 24,5 a entrada para Embu das Artes.

Comece o passeio pelo centro histórico, todo colorido por casas coloniais, lojas de artesanato, bons restaurantes e, aos domingos, a famosa feira do Embu, muito visitada inclusive por turistas estrangeiros, pois, normalmente, a cidade esta incluída no city tour dos hotéis e agências de turismo de São Paulo.

O artesanato desenvolvido em Embu é do mais alto nível e inclui uma grande variedade de objetos de decoração, telas, esculturas, verdadeiras obras de arte, imagens, presépios, brinquedos em madeira. Além disso, a cidade oferece ótima culinária e muitos restaurantes com iguarias de várias regiões do País.

Historia

Em 1624, o Bandeirante Fernão Dias e sua mulher Catarina Camacho, grandes proprietários na região, doaram à Igreja uma quadra de terras para construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário, padroeira da cidade, iniciada em 1628, pelo Padre Belchior de Pontes que fica bem no centro do Embu e hoje é um museu da história da cidade.

No início, o povoado se chamava M’boy que em tupi-guarany significa cobra, do qual se originou a corruptela Embú, assim denominada a aldeia que, segundo versão popular, surgiu pela quantidade de cobras existentes na região.

Anexo àquela capela foi construído um convento, cujas obras começaram em 1740 pelo Padre Domingos Machado. Na época, foram reunidos no aldeamento vários padres artistas que elaboraram os trabalhos de decoração da mesma. As verbas necessárias às douraduras dos entalhes das paredes de madeira e grande número de imagens, foram possibilitadas pela venda do algodão que cultivavam em grande escala.

A dificuldade de comunicação não permitiu o rápido desenvolvimento do povoado. Somente no final do século XIX, a Cúria Diocesana de São Paulo contratou o engenheiro Henrique Bocolini para demarcação do patrimônio. Ele reconheceu os valores artísticos da capela e do convento e realizou as primeiras obras de apoio à conservação das construções.

As terras da região, no entanto, eram impróprias para a cafeicultura, principal atividade econômica da época. Assim, Embú entrou num período de retração que durou até meados do século XX, quando a capela e convento foram tombados pelo Estado que realizou as devidas restaurações. A partir disso, a comunidade local, liderada por Annis Neme Bassith, começou a desenvolver as atividades artísticas, explorando o turismo como fonte de renda do Município, criado em 1959.

A arte sempre fez parte da vida em Embu das Artes. Os padres jesuítas que colonizaram a antiga aldeia de M’Boy já se expressavam pela arte, nas pinturas e esculturas que usavam para catequizar os índios. Uma mostra desse legado está no Museu Jesuíta de Arte Sacra, construído entre os séculos 17 e 18.

Caminhando pelas ruas de paralelepípedo é possível perceber que esse caráter histórico, legitimamente brasileiro, foi se consolidando com o passar do tempo, até que o movimento artístico se instalou na cidade, no início da década de 1960.

A Estância Turística de Embu representa um importante recanto da região da Grande São Paulo, dedicado à preservação dos recursos naturais, pois abriga mananciais na maior parte do território. Quem visita a cidade tem muito mais do que um lugar agradável para passear no fim de semana, com bom clima e atrativos da culinária de norte a sul do Brasil.

fonte : Assessoria de Comunicação da Ford.

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