Santuário Nacional celebra Corpus Christi sem presença de fiéis

Principal festa eucarística do calendário católico contará com missa e procissão ao redor da Basílica vazia

Mesmo sem a presença dos peregrinos, a solenidade de Corpus Christi será celebrada na próxima quinta-feira (11) pelo Santuário Nacional. A comemoração recorda a presença real de Jesus na Eucaristia, um dos pilares da fé católica. A data será marcada por uma missa às 9h, seguida de uma procissão eucarística na área externa da Basílica de Aparecida (SP).

A celebração será presidida pelo arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes e concelebrada por sacerdotes da Congregação do Santíssimo Redentor, que trabalham no Santuário Nacional. Os devotos poderão acompanhar a cerimônia de suas casas por meio da Rede Aparecida de Comunicação e das redes sociais da Basílica da Padroeira.

Ao fim da missa, uma procissão com o ostensório contendo a hóstia consagrada vai percorrer a área externa da Basílica em direção a Tribuna Papa Bento XVI. O Santíssimo Sacramento será conduzido em um carro andor especialmente preparado para a data, considerada a principal festa eucarística da Igreja Católica. A bênção solene acontece na Tribuna Papa Bento XVI, no exterior do templo, encerrando a cerimônia.

Após a celebração, o Santíssimo Sacramento ficará exposto para adoração na Capela do Santíssimo, localizada no interior da Basílica. Diferentemente dos outros anos, não estão previstas atividades durante a exposição, já que desde a primeira quinzena de março o maior templo dedicado à Virgem Maria no mundo não realiza celebrações públicas.

Corpus Christi – A celebração do Corpo e Sangue de Cristo é uma das mais conhecidas do calendário católico. Este é o único dia do ano em que o Santíssimo Sacramento sai em procissão pelas ruas.

A festa de Corpus Christi nasce por volta do século XIII. No ano de 1264, o Papa Urbano IV instituiu oficialmente a comemoração por meio da publicação da bula Transiturus, posicionando a festa na quinta-feira depois da festa da Santíssima Trindade.

Quando cônego, o pontífice havia acompanhado Santa Juliana de Mont Cornillon, a quem Jesus apareceu em visões, solicitando à igreja uma festa em honra do Santíssimo Sacramento. Anos depois, já eleito papa, Urbano conheceu o Milagre Eucarístico de Bolsena. De acordo com tradição católica, nesta cidade italiana, durante a missa, jorrou sangue da hóstia consagrada, pingando sobre o corporal e a pedra do altar da cripta de Santa Cristina, onde era celebrada a Eucaristia.

Segundo relatos da época, ao ver as manchas de sangue nos objetos litúrgicos, o papa se ajoelhou e exclamou: “Corpus Christi”. O próprio pontífice tomou em suas mãos o corporal e, em procissão, o levou até a Catedral de Orvieto, dando origem a procissão pública do Santíssimo pelas ruas. 

Até hoje, a pedra do altar está exposta na Basílica de Santa Cristina, em Bolsena, na Itália. Já o corporal encontra-se na Catedral de Orvieto, também a Itália. Em ambas as relíquias, ainda hoje é possível ver as manchas produzidas pelas gotas de sangue.

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