Pesquisa revela que 64,8% dos brasileiros já sentem o impacto negativo do isolamento em seus ganhos financeiros

Estudo da Hibou e Indico com mais de mais de 3 mil pessoas aponta os novos hábitos de consumo

Mais da metade dos brasileiros, 53,7%, têm evitado qualquer tipo de compra desnecessária

 Uma parceria entre a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, e a plataforma de dados Indico, aponta que 88,4% dos brasileiros têm planos de diminuir a compra por impulso em tempos de pandemia e isolamento social. Tudo isso frente a nova realidade de trabalho e consumo de produtos e serviços, levando em consideração a facilidade de aquisição e a comodidade de recebê-los dentro de casa, em segurança, com seus familiares.

Segundo a pesquisa, esses são hábitos que vieram para ficar e fazem parte do “novo normal” da rotina no país. Ou seja, com essa nova forma de convivência em sociedade, imposta pelo COVID-19, incluindo desafios e dificuldades, a população está mais consciente em relação à sua sustentabilidade financeira. Mais de 3 mil pessoas foram ouvidas, entre os dias 17 e 18 de abril, o que mostra essa grande revolução que o consumo exagerado está sentindo e irá sentir após a pandemia.

Enquanto é normal que a maioria da população tenha freado as aquisições dado não  o momentomas as incertezas de como o mercado brasileiro lidará com a retomada, o interessante é que um terço dos consumidores está envolvido em criar novos critérios de compras e próprios de decisãoaprendendopor exemplo, a lidar com a esperaQuanto mais longo for o isolamento social, mais a gratificação imediata deverá ser considerada por profissionais de consumer experience e jornada de compra que façam uso de antecipação (hype), raridade e imediatismo, explica Ligia Mello, responsável pela pesquisa e fundadora da Hibou.

Quais são os impactos financeiros?

A conta já aparece para a maioria dos brasileiros, em que 64,8% dos entrevistados já sentiram o impacto negativo do isolamento em seus ganhos financeiros. Outros 32,5%, permaneceram os mesmos ganhos. E, para uma minoria de 2,7%, os impactos desse novo momento foram muito positivos.

Mais da metade dos brasileiros, 53,7%, têm evitado qualquer tipo de compras desnecessárias, enquanto 34,7% têm medido melhor a necessidade de uma compra. Uma minoria (5,6%) está apenas aguardando para retomar seus hábitos de compra e, para outros 6,2%, nada mudou.

Planos de consumo consciente

Após a quarentena, 88,4% dos brasileiros pretendem comprar menos por impulso, pensando mais no que irão gastar. Isso vale também para marcas famosas e queridinhas dos consumidores, pois 72,2% dos entrevistados afirmam que estão menos dispostos a pagarem mais caro por um produto só por ser de uma marca famosa que gostam.

Em contrapartida, o consumo local ganha espaço na visão dos entrevistados e 61,5% deles estão mais dispostos do que antes a pagar um pouco mais caro por um produto que ajude a sua região ou cidade.

“A restrição de mobilidade trouxe um novo olhar das pessoas para os bairros onde residempois antes elas  circulavam por seus bairros pela manhã ou no retorno ao trabalho onde quase tudo  estava fechado. Agora elas passaram a conhecer o pequeno restaurante local, mercadinho da rua, ou entregador de água, e criou-se um laço que provavelmente será mantido após o confinamento, diz Marcelo Beccaro, responsável pela pesquisa e fundador da Hibou.

Para 31,9% dos brasileiros, até o dia 15 de março, o shopping era o local preferido para as compras. Agora, considerando o cenário pós-isolamento, ainda sem data definida, 40% das pessoas optam por uma nova rotina que misture um pouco de tudo e outros 31,2% querem valorizar mais o comércio de seus bairros. Para 17,7% a compra pelo digital será sua definitiva primeira opção.

O brasileiro acredita que as marcas têm importante papel nessa mudança, além de seus produtos e serviços, e espera delas atitudes. Terão mais valor as que são conscientes, de acordo com 95,9% dos entrevistados. As marcas precisam ter atitude consciente, olhando todas as suas redes de operação, apoio e consumo trazendo o melhor para a sociedade em que atuam.Uma boa parte, 74,62% dos que participaram da pesquisa, notaram alguma grande marca tomando atitudes relevantes neste momento de pandemia. As mais citadas foram: Ambev, Itaú, Magalu, Boticário, Ypê, Americanas, Seara, Natura e Bradesco.

Novas prioridades

Quase metade dos brasileiros (45,3%) diz pretender gastar menos com o carro depois do fim do isolamento. Já os gastos com viagem devem crescer para 29,1% dos entrevistados. Dos 15 segmentos analisados, o mercado Pet se mostra o menos afetado por cortes no futuro: apenas 10,7% pretendem reduzir seus gastos com bichinhos em relação a antes da pandemia.

Onde gastar mais? O confinamento mudou a importância das coisas na vida das pessoas. Manter a casa um espaço confortável e fazer viagens são os focos do investimento do brasileiro após a quarentena. As viagens ficaram em primeiro lugar, com 29,1% dos brasileiros afirmando que devem aumentar seus gastos nessa área, 39,1% revelaram que vão manter os gastos.

Outro destaque ficou com as reformas residenciais, que serão mais presentes nas contas de 12,3% dos brasileiros, enquanto 48,5% pretendem manter o ritmo. Tudo isso impulsionado pelo maior tempo em casa em função da quarentena.

Saudade dos shows

Na área de entretenimento, 55% dos entrevistados descobriu na live uma forma de se divertir. Desse total, 57,6% pretendem continuar acompanhando se forem continuadas pelos artistas. Por outro lado, desconsiderando a parcela que já não frequentava shows e eventos, 24,9% estão dispostos a desembolsar o valor de um ticket apenas durante o isolamento e 19,9% não pagariam para ver um show de casa. Estar no local é parte da experiência, apenas 1,3% pagaria o valor integral de um show para assisti-lo no conforto do lar.

“Os demais se dividem em relação ao custo. Desconto para ver de casa seria bem vindobem como pode assistir algo ao vivo sem ter que se deslocar de cidademas o DNA do show inclui filapessoasdeslocamentotoda uma experiência de grupo que vai além do palco em siExiste um bom motivo para toda a produção feitaseja dos mega concertos às peças mais simples, e isso fica claro na opinião de um público que está esperando para poder cantar junto.” diz completa Ligia.

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