Oportunidades em tecnologia e inovação incrementam demanda por profissionais de Business Analytics


Melhorar a gestão de dados no cotidiano das empresas é um dos focos de cursos de especialização da Duke Fuqua, uma das mais respeitadas escolas de negócios dos EUA

As perspectivas para o uso de dados no Brasil devem ter um impulso em 2020 com o aquecimento do mercado para empresas ancoradas em tecnologia e inovação, que continuarão a contar com os investimentos resultantes da queda na taxa de juros, melhora da confiança e aprovação de novas legislações.

Mas as empresas que não possuírem profissionais preparados para lidar com o enorme volume de dados derivados de cada interação com o consumidor correm o risco de deixar esse importante ativo, literalmente, escorrer pelo ralo.

“Os dados estão por toda parte, e as empresas precisam começar a entende-los como um importante ativo”, resume Jeremy Petranka, reitor-assistente da Fuqua School of Business, da Duke University, para o Master of Quantitative Management (MQM) em Business Analytics.

A escola de negócios, localizada na cidade de Durham, na Carolina do Norte, é uma das mais conceituadas dos Estados Unidos, e conta com cursos voltados para a preparação de profissionais que atuam na gestão de dados, o chamado Business Analytics. São eles: Master of Quantitative Management (MQM): Business Analytics, presencial e de 10 meses; e Master of Science in Quantitative Management (MSQM): Business Analytics, online e de 19 meses.

Um dos segmentos que mais devem demandar profissionais com esse tipo de formação no Brasil é o financeiro, que ganhará um incentivo importante com a provável implementação, pelo Banco Central, do Sistema Financeiro Aberto. Conhecida no mercado como open banking, a nova regulação organiza o compartilhamento de dados e serviços bancários entre diferentes empresas e instituições. A proposta do BC ficará em consulta pública até 31 de janeiro de 2020.

Para Petranka, o grande desafio com o avanço desse conceito no Brasil será encontrar profissionais capazes de analisar de maneira assertiva o enorme volume de dados que trafegará entre as instituições. “Como o relacionamento que o cliente possui com o banco não poderá ser transferido, o grande ativo disponível será esse enorme volume de dados gerados pelo comportamento do consumidor dentro da instituição. Por isso, é fundamental que as instituições contem com profissionais que saibam ler esses dados”, diz.

Riscos

O reitor-assistente destaca a importância de se treinar os profissionais que atuam na área a terem uma visão crítica sobre o uso dos dados. “Muitas empresas se deixam iludir com a ideia de que os dados são como ‘Deus’, ao invés de vê-los como uma parte do processo”, diz. O risco, explica, é se viver no passado, usando-se apenas dados antigos para a definição da estratégia da empresa. “Você deve ter uma abordagem visionária que antecipe para onde se está indo. Pois há muitas situações em que não se pode apenas confiar no que aconteceu, mas se propor um novo caminho”, resume.

Petranka usa como exemplo a construção de algorítimos voltados para a seleção de recursos humanos. Se totalmente ancorados em dados passados, esses softwares podem reproduzir comportamentos racistas e sexistas dos recrutadores do passado. “Isso pode facilmente acontecer se forem utilizados apenas dados históricos. Se você não se questionar, olhar criticamente e se perguntar qual é o modelo que está sendo utilizado, o risco é de que o empregador se exima de sua responsabilidade dizendo ‘não é minha culpa, os dados estão dizendo’”, afirma. “Sim, é sua responsabilidade, porque você construiu o modelo.”

Segundo o especialista, o maior risco que as empresas correm quando o assunto é big data é achar que os dados não são tão importantes e que lidar com eles pode ser deixado para depois. O reitor-assistente cita um estudo da McKinsey segundo o qual 46% das empresas de alta performance possuem algum tipo de liderança responsável pela gestão dos dados. Ao mesmo tempo, apenas 27% das empresas de baixa performance possuem esse tipo de profissional. De acordo com a mesma pesquisa, em todos os demais indicadores, empresas de alta performance estão à frente no que diz respeito aos uso de dados.

Oportunidade online

Profissionais brasileiros interessados em ocupar esse espaço por meio de técnicas e expertise de benchmarks globais contam agora com um curso à distância da Fuqua School of Business, o Master of Science in Quantitative Management (MSQM): Business Analytics.

Segundo o vice-reitor sênior de educação digital da escola, Preyas Desai, muitos profissionais chegam até a Fuqua cientes de que há uma imensa gama de dados no mundo dos negócios, mas não sabem utilizá-los no cotidiano por não serem treinados para isso. “O MSQM: Business Analytics preenche essa lacuna, ensinando aos gestores atuais e aos aspirantes a utilizar a tecnologia na identificação, análise e aplicação de insights para tomar decisões com base em dados significativos”, afirma.

Como acontece com os demais cursos oferecidos pela Duke Fuqua, o treinamento vai além do conhecimento técnico aprofundado, oferecendo uma variedade de abordagens que serão úteis para que o estudante navegue por diferentes funções no mundo dos negócios.

O curso terá uma orientação de dois dias no campus da Duke e, após isso, será inteiramente on-line. Para o reitor de Fuqua, William Boulding, oferecer um programa on-line facilitará a acessibilidade de alunos de fora dos Estados Unidos. “Ficamos entusiasmados por apresentar esse treinamento a profissionais ocupados, que talvez não consigam concluir todos os cursos pessoalmente, dados os compromissos de trabalho e familiares”, explica.

Interessados no MSQM podem fazer suas aplicações por meio do site da Duke Fuqua www.fuqua.duke.edu/programs/msqm-business-analytics. O programa começa em setembro e os estudantes poderão completar as aulas até abril de 2022. A segunda rodada de aplicações está aberta até 22 de janeiro.

Candidatos ao MQM também podem se inscrever online www.fuqua.duke.edu/programs/mqm-business-analytics. A próxima turma começará em julho e a terceira rodada de aplicações se encerra em 27 de fevereiro.

No processo de admissão, a Fuqua avalia os candidatos em entrevistas e analisa se há, por exemplo, proficiência em inglês, experiências profissionais, pessoais e acadêmicas, além das competências.

O MQM conta com a designação STEM (em inglês, Science, Technology, Engineeiring e Mathematics), que tem como diferencial o certificado que dá aos graduados internacionais a possibilidade de trabalhar nos EUA com o visto de estudante.

Sobre a Fuqua School of Business
A Fuqua School of Business, da Duke University, tem contribuído para a formação de um novo perfil de liderança empresarial, capaz de estimular o desenvolvimento das potencialidades dos indivíduos e nortear equipes em direção a um propósito comum. Sua comunidade, formada por estudantes e professores de todo o mundo, diferencia-se ao navegar em ambientes com múltiplas perspectivas e repertórios. A Duke Fuqua acredita em um estilo de liderança que é capaz de inspirar organizações inteiras a buscar a excelência enquanto fazem o que é melhor para o planeta. Com programas em tempo integral e cursos voltados a profissionais que trabalham, oferece as condições ideais para que os estudantes ampliem seus horizontes e tenham novas experiências, sempre privilegiando formatos que sejam funcionais para eles. Em última análise, a escola mede o sucesso de seus alunos por meio do impacto provocado por eles em seus locais de trabalho e no ambiente a seu redor, assim como por seus relacionamentos e reputações

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