IMD firma parceria com universidade escocesa para otimizar predições sobre Coronavírus no RN

Projeto foi selecionado por chamada pública do governo do Reino Unido para pesquisas sobre o Covid

No intuito de auxiliar o governo no combate ao Coronavírus (Covid-19), o Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) firmou parceria com uma universidade escocesa para criar um projeto de pesquisa que deve otimizar a predição de informações epidemiológicas referentes ao novo vírus no Estado.

Oficializado na última segunda-feira (11), o projeto contará com estudos de curto prazo que vão aperfeiçoar os modelos de predição epidemiológica relacionados ao Covid-19 utilizados pelas autoridades dos municípios potiguares.

“Nossa proposta é aperfeiçoar as ferramentas já utilizadas, como aquelas que a gente vê na TV, para que elas retratem mais fielmente a realidade. Muitas das tecnologias que preveem números de mortes e contágios usam parâmetros de cidades com infraestrutura bastante diferente, que não se aplicam a Natal”, comenta o professor Renan Moioli, docente do IMD que está a frente da parceria, em conjunto com o professor César Rennó.

Parceria

Fruto de colaborações ocorridas anteriormente entre docentes do IMD e pesquisadores da universidade escocesa Heriot-Watt, a parceria surgiu após o governo do Reino Unido abrir uma chamada pública de fomento a novas tecnologias e pesquisas de outros países para estudar o comportamento do novo Coronavírus pelo mundo.

Ao contemplar as áreas de Neuro-robótica e Simulação Computacional, o projeto foi aprovado e contará como o financiamento da Global Challanges Research Fund (GCRF), fundo de investimento administrado pelo governo inglês.

Reconhecimento

Para o professor Renan Moioli, a parceria representa um importante reconhecimento tanto para a universidade como para o IMD. “Isso reflete a nossa capacidade técnica e científica de responder a importantes demandas de nível internacional. Além disso, a iniciativa nos mostra a competência dos nossos programas de pós-graduação”, enfatiza do docente.

Dada a urgência da temática, a parceria está prevista para durar três meses. A equipe contará também com a participação de bolsistas de graduação e pós-graduação para o levantamento de conhecimentos científicos relacionados à simulação e modelagem computacional, além de técnicas matemáticas e de estatística.

No IMD, docentes e estudantes fazem uso desses mecanismos científicos no Programa de Pós-Graduação em Bioinformática (PpgBioinfo), organizado no âmbito do Centro Multiusuário de Bioinformática (BioME). “Já conhecemos a ciência, só nos resta aplicá-la no contexto do novo vírus”, explica Moioli.

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