Consultor do Seturn sugere alternativas para o transporte público em tempos de pandemia

– Para a manutenção dos protocolos de biossegurança nos ônibus de Natal, o consultor técnico do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Ônibus de Natal (Seturn), Nilson Queiroga, apontou alternativas viáveis que podem ajudar a desafogar o transporte público na capital em horários de pico.

A primeira alternativa consiste em, por meio de decreto dos órgãos públicos, estabelecer que pessoas de riscos, deficientes e usuários da gratuidade optem por utilizar o transporte após o horário de pico, entre 6h e 7h quando cerca de 15.120 pessoas recorrem aos ônibus em Natal.

A mesma concentração ocorre também das 17h às 18h. Segundo o consultor, desde o início da pandemia houve aumento na frota. “A solução não é essa e sim restringir horário de uso. Os setores não estão sendo ouvidos ou consultados pelo Comitê Científico para a tomada de decisão”, acrescentou.

De acordo com Nilson Queiroga, a lotação em horários de pico é um problema que ocorre em todo Brasil e para saná-lo se faz necessário entender o comportamento do usuário. “O planejamento da frota, horários, quantitativo e o tarifário, por uma questão legal não são atribuições das empresas, mas sim do poder público em todo o país”, disse.

A segunda solução apontada pelo consultor seria escalonar os horários de abertura de repartições públicas e empresas privadas. “Ficariam como prioridade nesses horários de pico, os serviços essenciais”, sugeriu.

A terceira sugestão seria proibir o uso do dinheiro no período da pandemia, um dos principais vetores de contaminação. Conforme disse Nilson Queiroga, 70% das pessoas já utilizam o cartão Natalcard.

Por último, Nilson Queiroga sugere que a Prefeitura utilize a Lei Municipal nesse momento emergencial para comprar as passagens de gratuidade através do Fundo Municipal dos Transportes. “O usuário pagaria mais de 1 real a menos, se isso for adotado. Precisa-se alimentar esse fundo e infelizmente não foi destinada nada na Lei Orçamentária Anual (LOA), deste ano para ele”, criticou.

O consultor lembrou ainda que o setor está há 22 meses sem reajuste de tarifa, apesar da recorrente alta no combustível e de demais insumos que interferem no cálculo tarifário.

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