Turismo em Ponta Grossa

Buraco do Padre- crédito Wanter Alves

Localizada a cerca de 115km (1h40 de carro) do centro da capital paranaense, Curitiba, na região dos Campos Gerais, Ponta Grossa destaca-se no cenário turístico do sul do Brasil, principalmente pelos amantes de atrativos naturais. Todos os anos, o município vem surpreendente positivamente os turistas, com suas belezas naturais, mas também a rede atendimento turístico, com hotéis e restaurantes diversificados, e a estrutura da cidade, como universidades, desenvolvimento econômico e industrial.

Confira alguns dos atrativos turísticos de Ponta Grossa, que conta com pontos naturais, religiosos e culturais.

Naturais

– Alagados: Em 1940, com o represamento do Rio Pitangui, teve-se origem um grande lago artificial, popularmente conhecido como Alagados. A represa é responsável pelo abastecimento de água na cidade. Localizado a 20 km do centro da cidade, além de sua importância hídrica para a cidade, este local é uma alternativa de lazer, que oportuniza contato com a natureza, ao ser uma área de preservação ambiental. No Alagados é possível a prática de atividades como a pescaria, a natação, o remo e o Wind-surf. Encontra-se neste local, o Iate Clube de Ponta Grossa. A estrada de acesso é composta por espaços rurais que possibilita a contemplação de paisagens belíssimas.

– Buraco do Padre: O nome do local está ligado à história dos Padres Jesuítas que lá meditavam. O Buraco do Padre é uma furna que apresenta em seu interior uma imponente cascata de 30m, formada pelo Rio Quebra Perna. Trata-se de uma espécie de anfiteatro subterrâneo. Para acesso à furna é necessário percorrer uma trilha de 1km a pé com presença de obstáculos naturais. O acesso é fácil, mas pessoas com mobilidade limitada podem ter

dificuldade em subir nas pedras. Dentro do parque é possível andar pelas trilhas, sendo que a principal (que dá acesso a cachoeira) é de fácil acesso e conta com passarelas nas áreas de maior dificuldade, possibilitando o fácil acesso a boca da furna. Dar um mergulho ou um banho de cachoeira na água gelada é essencial para sair de lá cheio de novas energias. Para completar o seu passeio, há churrasqueiras a disposição dos visitantes, onde é possível fazer um pick nick ou churrasco. Para isso leve seu carvão. A disponibilidade das churrasqueiras depende da chegada dos visitantes, não sendo necessário fazer reserva e nem pagar a mais por isso.

Cachoeira da Mariquinha- credito Rhamonn Rangel Cottar

Cachoeira Mariquinha: A Cachoeira da Mariquinha é uma Unidade de Conservação localizada a aproximadamente 30 quilômetros do centro da cidade. No percurso de acesso, a trilha é ladeada por formações de arenito e capões de mata nativa. Aos pés da sua cascata de 30 metros de altura, forma-se um balneário de rara beleza. Um espaço para aqueles que buscam um contato harmonioso com a natureza, sendo um local ideal para acampamentos e caminhadas nas trilhas pela mata nativa da região. Distância do centro: aproximadamente 30 quilômetros.

– Cannyon e Cachoeira do Rio São Jorge: Considerada uma Unidade de Conservação Municipal, possui grande beleza, com diversas quedas d’água que se deslizam pelas rochas formando-se cachoeiras, e em um determinado ponto localiza-se a cachoeira principal, com cerca de 30m de altura. O local possui também áreas de camping e paredões propícios à prática de rappel, para tal prática deve-se procurar por uma empresa especializada. Existem sanitários masculinos e femininos no local e uma lanchonete, além de área para camping não-delimitada e algumas trilhas.

Religiosos

– Casa do Divino: A Casa do Divino foi fundada em 1882, quando D. Maria vagou por meses pela região dos Campos Gerais sem memória. Quando parou para se banhar em um rio, encontrou a imagem do Divino Espírito Santo litografada num pedaço de madeira, no mesmo instante lembrou quem era e onde morava. Retornou para sua casa e quando chegou todos começaram a chorar e dizer que era um milagre. D. Maria disse pela graça recebida iria montar dentro de sua casa um altar para expor a imagem para agradecer todos os dias da sua vida esse grande milagre. O fato acontecido se espalhou para as mais longíguas cidades, e as pessoas passaram a bater em sua porta para pedir graças ao Divino. Devido ao número de pessoas que passaram a vir até o local, D. Maria teve que abrir as portas de sua casa, que passou a se chamar Casa do Divino. Hoje, após 126 anos do achado da imagem, a Casa do Divino continua aberta, se tornando um dos mais importantes patrimônios históricos religioso da nossa região. A casa ainda continua na família, e está na quarta geração, que cuida do local.

Capela Santa Bárbara

– Capela Santa Bárbara: A história da capela está ligada à presença dos jesuítas e ao movimento das tropas na região. Em 1727 a sesmaria da Conceição ou do Pitangui foi doada à Companhia de Jesus, onde os religiosos estabeleceram a Fazenda Pitangui. Em 1729, foi erguida uma pequena construção de madeira para servir de oratório. Com a abertura do Caminho das Tropas em 1731 e que passava pelo local, os padres dedicaram a capela à Santa Bárbara. Como foi a primeira capela construída na cidade, ela foi tombada pelo COMPAC em 2000 e totalmente restaurada e preservada.

– Catedral Sant’Ana: Em 1823, depois de Ponta Grossa se tornar Freguesia, foi necessário construir uma capela, pois o altar que existia na Casa de Telhas não era mais adequado, para atender a Freguesia. Foi escolhido então, o local mais alto da cidade, para a construção de uma capela simples, para abrigar a Imagem de Sant’Ana. Por volta de 1863 a igreja, que não possuía torres nem corredores laterais, foi ampliada. Em 1906 houve necessidade de construção

de uma nova igreja, esta foi desenhada pelo arquiteto italiano Nicolau Ferigoti, chamando atenção pelo seu estilo diferente e também por ser vista de vários locais, já que estava no alto da colina. Em 1978 foi iniciada a demolição da Catedral, e uma nova foi construída no mesmo local, possuindo um estilo mais moderno.

– Mosteiro da Ressurreição: Nove monges de abadia (conjunto de monges que vivem sob a direção de um abade, uma espécie de bispo) vieram de São Paulo para Ponta Grossa em 1981, e o bispo os instalou em Vila Velha. Em 1983 os monges compraram um terreno e reformaram as casas que existiam e construíram o Mosteiro. Os monges levam uma vida de oração, de disciplina, de estudos e trabalho. Destacam-se pela grande difusão do canto gregoriano, sendo que em 1994, o Mosteiro tornou-se conhecido nacionalmente, devido a programas especiais e reportagens no Brasil e no exterior. Atendem a inúmeros leigos e religiosos que, como visitantes ou hóspedes, buscam, momentos de recolhimento, oração e direção espiritual. O mosteiro possui uma pequena hospedaria para receber seus visitantes, desde que previamente agendado e uma lojinha, onde os monges comercializam alguns produtos artesanais feitos por eles, como conservas, licores, velas, peças em cerâmicas, pinturas em diversos materiais, além de paramentos litúrgicos, livros, CDs e fitas do canto gregoriano.

Culturais

– Centro de Cultura: O prédio de estilo eclético, antiga residência de Amando Cypriano da Cunha, foi construído por volta de 1907. Com o constante crescimento de Ponta Grossa na década de 20, houve necessidade da instalação de um estabelecimento de ensino secundário para atender Ponta Grossa e região. Em fevereiro de 1927 foi criado o Ginásio Regente Feijó e, para sua sede, foi adquirido pelo governo estadual o referido prédio. Devido ao aumento do número de alunos, o Ginásio passou a ocupar outro prédio, na Praça Barão do Rio Branco e na edificação da rua Dr. Colares

começou a funcionar a Escola Normal de Ponta Grossa até 1950, quando foi criado o Instituto de Educação “Cesar Pietro Martinez” e ocupou o espaço até 1984. Em 1988 o imóvel foi doado à Prefeitura de Ponta Grossa, sendo inaugurado o Centro de Cultura, onde acontecem exposições, apresentações artísticas e atividades culturais, como por exemplo, a Quarta Cultural. Foi tombado pelo COMPAC como Patrimônio Cultural de Ponta Grossa em 2002. Em 2015, o prédio foi restaurado em sua estrutura, viabilizado com recursos próprios da Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Fundação Municipal de Cultura. Possui disponibilidade para uso a Sala Avelino Vieira – auditório com capacidade para 176 pessoas (o espaço conta com um piano Essenfelder em seu palco), a Galeria João Pilarski, no segundo piso, e o saguão de entrada, no primeiro piso.

Casa da Memória –

a exposições e a preservação do acervo histórico-documental de Ponta Grossa e região, abriga a maior parte do acervo antigo do município, como jornais do início do século XX, documentos, biografias, pesquisas sobre casas e prédios de valor histórico e fotos. Também funciona no local, um núcleo de pesquisa sobre a história local e da região dos Campos Gerais.

– Mansão Vila Hilda: Foi construída em 1926 por Alberto Thielen, industrial, comerciante e figura de destaque na história de Ponta Grossa. O nome da mansão é uma homenagem a sua esposa Hilda Thielen. O casarão possui dois pavimentos que abrigavam a família e os serviçais da casa. O interior da mansão possui pinturas que retratam paisagens e motivos europeus, além de algumas paisagens locais. Por muitos anos foi sede da Biblioteca Pública de Ponta Grossa, de 1996 até o momento funciona como Fundação de Cultura e entre 2009 até 2015 foi sede da Fundação de Turismo . O casarão de 600m², com influência da arquitetura francesa neoclássica e art-nouveau foi tombado como Patrimônio Cultural do Paraná em 1990.

Salão de Turismo

O Salão de Turismo dos Campos Gerais acontece entre os dias 24 e 27 de agosto, evento que reunirá representantes de diversos segmentos do turismo, como empresas de gastronomia, hotelaria, agências e empreendimentos voltados ao lazer. O objetivo do Salão é que profissionais do setor turístico de todo o Paraná participem e conheçam mais sobre a rede turística da região dos Campos Gerais e seus atrativos. O 2º Salão de Turismo dos Campos Gerais é realizado pela Agência de Desenvolvimento do Turismo dos Campos Gerais (AdeTur Campos Gerais) com parceria do Ponta Grossa Campos Gerais Convention & Visitors Bureau e Sebrae. Conta com patrocínio do Sicredi Campos Gerais e Sistema Fecomércio Sesc Senac Paraná e apoio da CCR Rodonorte, Shopping Palladium Ponta Grossa, NET-Claro, Fundação Municipal de Turismo de Ponta Grossa, Paraná Turismo, Secretaria de Meio Ambiente de Ponta Grossa, Faculdades Ponta Grossa, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Faculdades Secal e Rede Gastronômica dos Campos Gerais.

Press Trip

A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, através da Fundação Municipal de Turismo (Fumtur), organizou a press trip com a intenção de promover e divulgar destinos turísticos da região através do convite de diversos representantes de imprensa, de mídia de turismo ou mesmo geral. Além da parceria com as prefeituras de Castro e Carambeí, a Press Trip já tem presença garantida de 30 jornalistas, de 25 diferentes veículos de mídia do segmento de turismo. A Press Trip Campos Gerais é realizada pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. Conta com patrocínio do Sicredi Campos Gerais, Sistema Fecomércio Sesc Senac Paraná, Paraná Turismo, Madero, Princesa dos Campos, Frederica’s, Parque Estadual Vila Velha, Parque Histórico, Prefeitura Municipal de Castro, Parque Histórico, Prefeitura Municipal de Carambeí, Casa Torpedo, Churrascaria Expedicionário do Cogo, Hotel Vila Velha, IAP, Adega Porto Brazos, Buraco do Padre, Hotel Planalto, Olinger e Posto Contorno.

*Viajo a convite da Prefeitura de Ponta Grossa (PR).

Categories: Notícias

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