SECRETÁRIOS DE TURISMO APOIAM MUDANÇAS NA EMBRATUR

 

Fornatur articula ação de convencimento para Congresso aprovar mudanças no Instituto

Presidente da Embratur ao centro, durante a reunião do Fornatur nesta quarta-feira

Secretários de turismo de todos os estados brasileiros vão intensificar a movimentação no sentido de convencer deputados e senadores a aprovar, com a maior brevidade possível, o projeto de lei (PL-7425) que transforma a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) em um serviço social autônomo. A aprovação do projeto, enviada pelo governo à Câmara dos Deputados, permitirá que Embratur atue como uma agência, nos moldes da Apex, trazendo mais agilidade e flexibilidade na gestão, o que resultará em mais promoção para atrair um número muito maior de turistas internacionais para o Brasil.

“É preciso que cada secretário saia daqui com a missão de conversar com seus governadores, com os representantes de seus estados no Congresso, para que esse projeto de lei seja aprovado. Temos que fazer a Embratur ter mais liberdade para exercer plenamente seu papel de promover o Brasil de forma eficiente, como exige o mundo hoje”, defendeu o presidente do Fornatur (Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo), Felipe Carreiras (secretário de Turismo de Pernambuco), ao lançar a proposta de um engajamento mais ostensivo dos secretários, na reunião plenária do Fórum, nessa quarta-feira (16). A moção foi aprovada por unanimidade.

Como autarquia, a Embratur tem como única fonte de recursos o Orçamento da União, o que vem tornando cada vez mais difícil sua atuação, já que o Turismo é um dos mais afetados pelos sucessivos contingenciamentos orçamentários. Como agência, poderão ser aportados recursos de outras fontes, poderão ser feitos convênios e parcerias com a iniciativa privada, tornando a administração mais ágil.

“Com esse modelo nós não podemos, por exemplo, contratar pessoas capacitadas no exterior. Sem contar que com os cortes, estamos investindo em promoção pelo menos cinco ou seis vezes menos que os países vizinhos do Mercosul, que são nossos concorrentes na corrida para atrair mais turistas internacionais e gerar mais divisas para o país”, comentou o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz.

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