Novo diretor da Fundação PTI reforça importância do apoio da Itaipu em projetos de pesquisa

O engenheiro civil Ramiro Wahrhaftig assume no lugar de Juan Carlos Sotuyo. Diretoria brasileira de Itaipu participou da solenidade de posse

A nova diretoria da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) assinou termo de posse, numa solenidade no Auditório Milton Santos, na manhã desta quarta-feira (17). Durante o evento, o novo diretor-superintendente, Ramiro Wahrhaftig, reforçou a importância do investimento da Itaipu para manutenção das pesquisas em ciência, tecnologia e inovação da FPTI. A diretoria brasileira da Itaipu participou da cerimônia. No dia 2 de junho, eles serão empossados oficialmente.

Ramiro assumiu o cargo no lugar de Juan Carlos Sotuyo, que esteve à frente da fundação por 14 anos e foi um dos responsáveis pela implantação do parque. Para o cargo de diretor administrativo-financeiro, foi nomeado João Biral Júnior, que substitui Valdir Antonio Ferreira. O diretor técnico da Fundação PTI, Cláudio Osako, permanece no cargo.

“Nós, que trabalhamos com ciência e tecnologia no Brasil, sabemos que fundações de pesquisa, como a FPTI, não conseguem existir sem uma mantenedora, por isso agradecemos o apoio da Itaipu”. E complementou: “Conheço várias fundações que passaram por dificuldade quando perderam a mantenedora. Institutos de tecnologia exigem investimentos constantes. Sabemos que isso não vai ocorrer aqui”.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Vianna, se comprometeu a apoiar a fundação. “Manter um centro de pesquisa sem o suporte de uma patrocinadora é impensável. A fundação precisaria se manter com a prestação de serviços e não conseguiria ser um centro de pesquisa”, afirmou. “Podem ter certeza que a Itaipu vai estar junto com a FPTI, dando o suporte que ela necessitar”, resumiu.

Cooperação

Segundo o presidente do Conselho Curador da Fundação PTI, Jorge Habib Hanna El Khouri, que é superintendente de Engenharia de Itaipu, a relação entre a usina hidrelétrica e a fundação permite um trabalho de cooperação entre as duas entidades. “A Itaipu tem necessidades que podem ser atendidas pelas pesquisas no PTI”, disse.

Ele citou inovações desenvolvidas pelo Laboratório de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos (Lasse), no monitoramento das unidades geradoras e dos transformadores, que estão sendo testados e substituindo softwares importados, gerando economia para a usina. “O próprio Ceasb [Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens] é, hoje, referência no assunto no País”.

De acordo com ele, o contato direto dos engenheiros de Itaipu com os projetos Lasse e Ceasb, do PTI, permitiu um aprimoramento do corpo técnico da usina hidrelétrica. Todos os avanços, reforça Habib, acontecem de forma conjunta entre os parques tecnológicos das margens direita e esquerda da Itaipu.

Parque Tecnológico Itaipu

O Parque Tecnológico Itaipu foi criado em 2003, quando a Itaipu Binacional ampliou sua missão: “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”.

Ele foi instalado nos antigos alojamentos dos operários que construíram a usina. Esses espaços deram lugar a escritórios, centros de pesquisa, salas de aula, laboratórios, incubadora de empresas e projetos voltados à ciência, tecnologia e inovação.

Em mais de 40 mil metros quadrados de área construída, o PTI congrega três universidades públicas, 66 laboratórios e centros de pesquisa, além de empresas privadas e agências de desenvolvimento. Atualmente, diariamente passam pelo PTI cerca de 7 mil pessoas.

A Fundação PTI foi criada em 2005 para fazer a gestão do PTI e para realizar atividades em conjunto com a Itaipu Binacional nos temas: educação e extensão, pesquisa e desenvolvimento, inovação e negócios e turismo sustentável.

Categories: Notícias

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