Ministro do MME receberá documento do projeto Green Silicon na Itaipu

Projeto prevê a criação de um novo ciclo industrial para a região da fronteira

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, conhecerá o projeto Green Silicon, uma parceria de Itaipu e Federação das Indústrias do Estado do Paraná – Fiep. O documento com o relatório desse trabalho criado a partir de um termo de cooperação entre Itaipu e Fiep será apresentado e entregue ao ministro. Fernando Coelho Filho participará de uma agenda intensa na usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, na próxima terça-feira, 16.
O projeto Industrial Integrado para a Produção de Módulos/Painéis Solares Fotovoltáicos também conhecido de Projeto Green Silicon surgiu da perspectiva de desenvolvimento industrial que poderá proporcionar à região da fronteira do Brasil com o Paraguai, em especial no oeste do Paraná. Somente a produção de módulos PV, além das células solares, envolve uma cadeia expressiva de suprimentos como vidro, Tevlar, alumínio, conectores e inversores, entre outros. Também prevê geração de renda e contratação de mão de obra intensiva e qualificada. Se der certo, a implementação do projeto poderá criar um novo ciclo industrial para a região e todo o Estado.
Durante a fase de funcionamento do projeto do Green Silicon, a expectativa é criar 4.310 empregos diretos, com geração de renda da ordem de 54,8 milhões de Euros e valor agregado de 113,4 milhões de euros anuais. Os governos do Brasil e do Paraguai podem se beneficiar ainda com as receitas provenientes de impostos.
Papel de cada parceiro
A Itaipu, já consagrada como a maior geradora de energia hidrelétrica do mundo, com um vasto conhecimento específico sobre geração de energia hidrelétrica, aderiu ao projeto com o propósito de agregar ao seu portfólio o domínio tecnológico de um grande projeto industrial, que reúne a maior parte das fases de produção de módulos fotovoltaicos. A intenção é atuar com uma fonte complementar à hidráulica. 
O Brasil, que está na vanguarda das decisões mundiais sobre energia solar, não só como um consumidor privilegiado pela solaridade do seu território, mas também pelo conhecimento científico tecnológico econômico, passaria a acumular ainda mais expertise com este projeto.
Em 2013, as duas instituições contrataram o Cluster Solar de Baden Wurtemberg, detentor do mais avançado conhecimento tecnológico sobre energia solar fotovoltaica do mundo, para elaborar um estudo prévio de viabilidade econômica sobre o Green Silicon. 
O Cluster Solar designou quatro das suas instituições associadas: Instituto Fraunhofer IPA, Instituto Fraunhofer ISE, Viridis-iq e ZSW, para elaborarem o estudo. Em meados de 2015, um ano e meio após iniciarem os trabalhos, com visitas à região e discussões técnicas em Stutgart, o Estudo de Viabilidade foi entregue.
Com base em avançadas pesquisas, Itaipu e Fiep se adequaram às recomendações do Estudo de Viabilidade, assim como à situação atual econômica, energética e política do Brasil e do Paraguai, para poder viabilizar a implantação do projeto.
Com isso se chegou à conclusão de iniciar o Projeto Green Silicon a partir da implantação das fases industriais Lingote, Wafer, a serem instaladas em território do Paraguai, a partir da qual o Polysilício será importado de fornecedores internacionais. 
Já, no Brasil, serão instaladas as fases células e painéis, instaladas em território do Brasil, com possibilidades também de serem instaladas no Paraguai, com o objetivo de equilibrar os resultados econômicos diretos e indiretos previstos. As facilidades industriais estarão instaladas nas áreas lindeiras à área atual da usina de Itaipu. A demanda energética das fases do projeto a implantar serão atendidas em condições normais pelas respectivas controladoras dos sistemas elétricos brasileiro e paraguaio.  
Com essa opção, a demanda de energia vai partir inicialmente de 212MW para 59MW, sem contar que as fases Lingote/wafer/célula/módulos não são poluentes. Esse fato foi levado em consideração pela conformidade da vocação regional voltada para o turismo, ou seja, incompatível com atividades potencialmente poluentes, como as da fase metalúrgica do projeto. Os investimentos virão de fora. Itaipu e Fiep farão as interlocuções governamentais do projeto.
Produção final de painéis: Quando a plena carga a capacidade de produção final de módulos prevista na atual configuração do Projeto Green Silicon será de 1,72 MWp, representada por 6.800.000 painéis/ano de 250 Wp cada. 
 

     

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