Henrique Alves discute alta do dólar com líderes do turismo

 

061015ReuniaoCNT_4478BPM      “Na hora de dificuldades, é o turismo que pode ajudar o Brasil a enfrentar seus desafios”. A declaração foi feita pelo ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, durante a 46ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Turismo, realizada nesta terça-feira (6), em Brasília, que discutiu impactos da alta do dólar sobre o setor.

 

Ele observou que a elevação da moeda norte-americana e a proximidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 podem incentivar brasileiros e estrangeiros a visitar mais destinos nacionais, ajudando a criar emprego e renda em todos os níveis sociais e a consolidar a importância econômica do segmento.

 

“A Olimpíada é a festa do esporte, e com o dólar elevado e as dificuldades de se viajar para fora do país, ela pode estimular um ‘esporte’ que é o de se conhecer mais o Brasil. Essa é uma oportunidade única de o Brasil se apresentar para o mundo com a sua variedade de atrativos”, apontou.

 

Alves aproveitou a presença de vários representantes do setor – fato que, na sua avaliação, reforça a luta pela valorização do ramo – para convidar os presentes a participar nesta quarta-feira (7), na capital federal, do evento ‘Ano Olímpico para o Turismo’.

 

No evento, com a participação da presidenta Dilma Rousseff e de gestores públicos e privados, serão compartilhadas experiências dos governos federal e do Rio de Janeiro na preparação dos Jogos do próximo ano, além de se evidenciar a oportunidade para a divulgação de destinos nacionais.

 

Também presente à reunião do CNT, o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, apontou o empenho do ministro por melhorias no ambiente de negócios da área, a fim de se facilitar a atração de investimentos. “Precisamos deixar o Brasil ‘mais leve’, e esse é o discurso do ministro. Para ter benefícios com câmbio, é preciso desburocratizar o acesso a investimentos”, frisou.

 

Já o presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, Alex Manente, comemorou avanços na votação de projetos relativos ao segmento, como o que isenta de vistos estrangeiros que ingressarem no país até setembro de 2016, e elogiou a atuação de Henrique Alves pela aprovação das propostas.

 

“É o início de um processo que nunca ocorreu na Câmara, que é votar uma pauta específica do turismo”, destacou o parlamentar.

 

Guilherme Paulus, presidente do Conselho de Administração da maior operadora de viagens do país (a CVC), aplaudiu a atuação do ministro pela superação de obstáculos no ramo. “É muito bom termos como ministro uma pessoa como ele, ganhamos uma força política muito grande. Nunca conseguimos uma audiência com a Receita Federal, por exemplo, para discutirmos nossos pleitos na área fiscal, e o ministro conseguiu. E tivemos um avanço na pauta do turismo no Congresso Nacional como nunca tivemos”, enalteceu.

 

O secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Neusvaldo Lima, destacou o esforço do MTur pela manutenção de obras de infraestrutura em meio a dificuldades orçamentárias. Ele lembrou que uma cooperação entre o órgão e a pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio permitirá a troca de dados sobre oportunidades de negócios na área por meio da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai), usada pelo governo federal para difundir possíveis ramos de interesse.

 

Carta para a presidenta Dilma

A partir de uma sugestão de Cláudio Magnavita, presidente da Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo, integrantes do conselho endossaram um documento elaborado pelo Comitê Gestor do CNT, endereçado à presidenta Dilma, que elogia a manutenção do Ministério do Turismo e solicita debates sobre problemas que prejudicam a ampliação do segmento.

 

“O turismo pode repercutir positivamente na balança comercial, mas precisa de medidas que podem ser articuladas pelo Ministério do Turismo junto a outras pastas”, declarou Magnavita.

 

A reunião do CNT contou ainda com a participação do secretário nacional de Políticas de Turismo, Júnior Coimbra; do secretário executivo do Ministério do Turismo, Alberto Alves, e de Jaime Recena, presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo, além de representantes de várias cadeias produtivas do setor.​

 

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