Discurso do vereador Ney Lopes de Souza Jr. Presidente da Câmara Municipal de Natal

Solenidades:

Entrega do título de cidadão natalense ao prefeito João Doria Jr.

Medalha Frei Miguelinho ao empresário potiguar Flávio Rocha

Senhoras e Senhores,
Cabe-me, como presidente da Câmara Municipal de Natal, em nome dos Ilustres Colegas, saudar os homenageados, que tiveram suas honrarias aprovadas por ampla maioria dos meus pares, o Prefeito de São Paulo, João Doria Junior e o amigo, valoroso empresário potiguar, ex-deputado federal Flávio Rocha. Sabe-se que o título honorífico existe desde os primórdios das civilizações, nos povos mais antigos, sob diversas formas e denominações.
Originariamente, as instituições políticas de Roma guardaram certas semelhanças com as que se organizaram nas cidades-estados gregas. Além do mandatário, existia um conselho, que se chamava Senado. Na medida em que se consolidou o Império Romano, essas assembleias reconheciam a titulação honorífica aos chamados “tribunos”, assegurado a todos eles os direitos de cidadão, mesmo não sendo originariamente Romanos. As homenagens eram outorgadas, em razão de serviços prestados, atributos pessoais e notoriedade.
A Câmara Municipal de Natal estabelece critérios para a concessão e títulos honoríficos e o reconhecimento da importante Medalha Frei Miguelinho.
Por maiores que sejam diferenças de natureza política, ou ideológica entre os membros da Câmara Municipal de Natal, não se pode negar de forma alguma que o Prefeito João Doria Junior, da cidade de São Paulo, a maior metrópole da América Latina e a terceira do mundo, seja considerado uma personalidade, de inegável notoriedade, inclusive internacionalmente, e que a sua qualificação como “cidadão natalense” é um gesto de reconhecimento público, aproximando-o do nosso povo, na condição de conterrâneo honorífico.
Além disso, é de fundamental importância fazer um registro acerca da participação do Prefeito João Dória, no crescimento do turismo em Natal.
O homenageado, quando exerceu a presidência da EMBRATUR, entre os anos 1986 a 1988, mostrou-se sensível às reivindicações encaminhadas pela nossa cidade, cujo objetivo era o aproveitamento do potencial turístico, hoje conhecido em todo o mundo.
Foi Vossa Excelência que colaborou para Natal tornar-se destino turístico, levando representantes do Poder Público e empresários para participarem, pela primeira vez, de feiras internacionais, que deram visibilidade mundial à nossa cidade.
À época, tornou-se realidade a primeira folheteria bilíngue, com imagens de Natal e das belezas naturais.
Além disso, firmou-se convênio com o Governo do Estado para financiamento de toda a infraestrutura turística (estradas, pavilhão do Centro de Convenções, terminais turísticos, reforma do aeroporto Augusto Severo), com recursos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur).
Ainda na gestão de Vossa Excelência na EMBRATUR foram financiados os projetos dos primeiros hotéis da Via Costeira, restaurantes e equipamentos de entretenimento e lazer da capital.
Outra iniciativa, compartilhada com a colaboração da EMBRATUR, foi a inclusão de Natal na ferramenta de marketing denominada Passaporte Brasil, que proporcionava descontos para turistas em hotéis, companhias aéreas, restaurantes e comércio eletrônico.
Após recordar tantas iniciativas de Vossa Excelência, dentre tantas outras, todas elas vitais para o nosso crescimento turístico, permita fazer-lhe uma proposta ousada.
Não tenho dúvidas em afirmar, que o turismo é a nossa maior fonte de geração de emprego e renda. Percebi essa importância, quando exerci transitoriamente a Prefeitura da cidade e pude constatar a necessidade de medidas para o incremento do setor. Considerando que São Paulo é um dos principais polos emissores de turistas no país, formulo a sugestão de uma parceria de irmandade entre São Paulo e Natal.
Para alcançar tais objetivos seria firmado um protocolo de intenções, entre a Prefeitura de São Paulo e a Prefeitura de Natal, para intercâmbio de gestões e atração de fluxos turísticos recíprocos.
Essa alternativa abriria a possibilidade de São Paulo, considerada a maior cidade nordestina do Brasil, estar presente em nosso esforço de desenvolvimento, considerando que a grandeza paulista teve historicamente a presença da “mão nordestina”, através dos trabalhadores anônimos, que acreditaram ser possível ajudar a construir uma megametrópole, feita de pedaços dos seus próprios sonhos. Continuaremos a acreditar na parceria de Vossa Excelência, prefeito João Doria, que nunca nos faltou.
Senhoras e Senhores,
Na história de vida do prefeito João Doria são indissociáveis as suas origens políticas, a começar pela figura emblemática do seu pai, o nordestino, nascido na Bahia, João Agripino da Costa Doria, político, deputado federal, jornalista, publicitário reconhecido e exaltado no país.
Ao assumir a Prefeitura de São Paulo, após uma vitória inquestionável e contundente, o prefeito João Doria teve solenidade simples de posse, marcada pela austeridade, sem café, sem banquete, sem bebidas, mas, segundo ele, com o principal valor, que é o exemplo e o comprometimento em honrar a confiança dos governados.
 Na ocasião, o nosso homenageado proferiu um memorável discurso, no qual se referiu ao seu Pai, afirmando que se vivo fosse ele ABRE ASPAS “estaria muito feliz, na sua cadeira de rodas, onde passou os últimos oito anos da sua vida sem perder, tenacidade, vontade, a sua liberdade de pensar e de expressar o que sempre pensou e o que sempre desejou para o seu país” FECHA ASPAS.
Enfatizou, ainda, o Prefeito João Doria sobre o seu genitor: ABRE ASPAS “Meu pai não pôde nos deixar nenhum bem material, nem uma herança de propriedade, nem dinheiro, nem ações, mas deixou o que de mais importante um pai e uma mãe podem oferecer aos seus filhos: é o legado do próprio exemplo. O exemplo de vida. O exemplo de honestidade, de tenacidade, de determinação. De um homem que diante das ameaças não vergou, não se entregou, não cedeu e pagou caro por isso, mas pagou caro com a certeza de que estava fazendo o que tinha que ser feito pelo seu país, pelo seu povo, pela sua bandeira. Este é o exemplo que me motiva na minha vida pública”. FECHA ASPAS.
Recordou no discurso de posse, igualmente, a sua mãe, Maria Silvia, que com o exílio político do esposo, instalou uma pequena fábrica de fraldas e demonstrou ABRE ASPAS “determinação, vontade e fibra ao enfrentar longos anos, quando nos faltava quase tudo”. FECHA ASPAS.
Lembrou que todas as noites, muitas das quais sem luz, “ela orava e confortava os filhos”, inconformados com a ausência do pai.
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Uma palavra também muito especial sobre o conterrâneo, o amigo, o empreendedor modelo, ex-deputado federal Flávio Rocha. Com justiça, a Câmara Municipal de Natal lhe outorga a Medalha do Mérito Frei Miguelinho, através do Decreto Legislativo nº 33/2017. Flávio Rocha é a prova viva do binômio empresário e político, com visão de futuro e espírito público.
Como deputado federal defendeu com ardor e convicção propostas como a da implantação do Imposto Único no país. A propósito do perfil que o então deputado federal despertava àqueles com quem convivia no Congresso Nacional. Recordo um fato real, contado pelo meu pai, ex-deputado federal Ney Lopes.
Em 1992, os deputados federais à época, Nelson Jobim, Roberto Campos, Ney Lopes e Flávio Rocha participaram como observadores da Convenção Republicana, que indicaria George Bush, na disputa com Bill Clinton, realizada na cidade de Houston, Texas. Como é costume nos Estados Unidos, a convenção prolongou-se por uma semana, com debates, reuniões, palestras e intercambio político.
Ao final, testemunha o meu pai, o deputado Roberto Campos, embaixador, economista, ministro de Estado, cujo nome está inscrito na história do Brasil, afirmou que estava impressionado com a inteligência, a argucia e o interesse pelos temas econômicos e políticos do jovem deputado Flávio Rocha. Vaticinou naquela ocasião, que ele teria um futuro brilhante na política e na vida empresarial brasileira.
Tinha razão o Ministro e Embaixador Roberto Campos. Flávio Rocha é uma referência para o Rio Grande do Norte, projetada no país e no mundo. As suas posições podem ser aceitas ou não, aplaudidas ou não, isso é natural da democracia, no debate econômico, político e social, mas ele as defende com firmeza. Menciono até a frase de Robert Greene, citada pelo prefeito João Doria em seu discurso de posse, que se aplica à Flávio Rocha:
“Sejamos ousados, qualquer erro cometido com ousadia é facilmente corrigido, com mais ousadia. Todos admiram os corajosos, ninguém louva os covardes”.
A ousadia de Flávio dá seguimento ao exemplo herdado do seu pai, empresário vitorioso NEVALDO ROCHA, a quem presto e rendo homenagens, como prova inquestionável da fibra do empreendedor norte-rio-grandense.
A trajetória de ambos, sempre resultou em avanços, oferta de empregos e oportunidades, hoje não apenas em benefício do Rio Grande do Norte, mas do país.
A medalha conferida pela Câmara Municipal de Natal ao empresário Flávio Rocha tem a denominação de Frei Miguelinho, que foi também um ousado, um desbravador, um convicto defensor dos seus ideais iluministas, inspirados na Revolução Francesa. Esse nosso conterrâneo Ilustre coloca-se na história do Brasil como a figura central da Revolução de 1817, que teve significado tão expressivo, quanto a Inconfidência Mineira.
Por todas as razões expostas gratifica-me, como Presidente da Câmara Municipal de Natal, saudar o Prefeito João Dória Junior e o empresário e ex-deputado federal Flávio Rocha, nesta solenidade.
Falo em nome de uma Casa política, na qual as opiniões divergem e conflitam, mas que preserva a tradição do respeito aos contrários, como único meio capaz de viabilizar a democracia.
Sob essa ótica das discordâncias, a Casa política reflete a vida humana, o que relembra Vinícius Morais, quando cantou que “a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”.
Neste instante, todos nos encontramos, superando e respeitando as diferenças, para render homenagens a dois homens públicos: o prefeito João Doria, com o título de cidadão natalense e o empresário, ex-deputado federal Flávio Rocha, homenageado por justiça pela Câmara Municipal de Natal, com a Medalha Frei Miguelinho.
O elevado significado desta solenidade é a convivência fraterna e saudável de uma cidade, que nasceu no final do século XVI, aos pés do presépio, simbolizando a casa, a fonte, o abrigo, o destino da Estrela, que atravessa os séculos e lembra ao mundo cristão o Berço do Salvador da humanidade. A partir de hoje saudamos o Prefeito João Doria Junior como nosso conterrâneo e parceiro.
Ao amigo e conterrâneo Flávio Rocha renovamos o sentimento de respeito e admiração, pela sua trajetória de vida sempre ativa, na construção dos caminhos futuros da nossa terra e do nosso país.
Muito obrigado!
Ney Lopes Jr.
Natal (RN), 16 de agosto de 2017

Categories: Notícias

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